Moçambique pode estar a dever até cerca de 40 milhões de dólares ao Ruanda pelo “empréstimo” de tropas antiterroristas em Cabo Delgado

                 

Moçambique pode estar a dever até cerca de 40 milhões de dólares ao Ruanda pelo “empréstimo” de tropas antiterroristas em Cabo Delgado

Moçambique está a enfrentar dificuldades para honrar os seus supostos compromissos financeiros no domínio da segurança com o Ruanda, avança uma publicação do Africa Intelligence, citada pelo Centro para Democracia e Direitos Humanos (CDD).

A organização da sociedade civil que teve acesso à matéria adianta que Moçambique pode estar a dever entre 20 milhões e 40 milhões de dólares americanos ao Ruanda.

“…Moçambique pode estar a dever entre 2 a 4 milhões de dólares por mês. As facturas a Kigali não são pagas desde Agosto de 2024 com a exoneração de Max Tonela” constatou.

Isto decorre do facto de Moçambique ter solicitado a intervenção do Ruanda para combater a insurgência terrorista em Cabo Delgado. As tropas de Paul Kagame estão na província desde Setembro de 2021 a “convite” do então Presidente de Moçambique, Filipe Nyusi.

E, até onde apuramos, as petrolíferas, nomeadamente, a ExxonMobil e a TotalEnergies, que têm projectos milionários na província, estão preocupadas devido às incertezas que começam a pairar.

“A TotalEnergies e a ExxonMobil, cujos projectos de gás dependem deste apoio, estão a fazer tudo o que podem para garantir que Maputo volte a pagá-lo” escreve o Africa Intelligence.

Mas, recorda o CDD, em 2024, Kagame teria dito em uma entrevista que a presença das tropas ruandesas em Moçambique era financiada com recurso dos impostos dos ruandeses. “Filipe Nyusi também negou que Moçambique estivesse a pagar pela ajuda militar ruandesa”.

Parece estranho haver uma dívida de Moçambique a favor do Ruanda, uma vez que é público que a União Europeia financia Kigali para as suas operações em Cabo Delgado.

Agora, a existência de uma factura na cooperação Maputo-Kigali parece ter permanecido no “segredo dos deuses”. E, por isso, o CDD entende a necessidade da apresentação “urgente” do acordo detalhado entre as partes.

“Há, para nós, uma resposta que parece óbvia: Kigali foi sempre a preferência de quem governava Moçambique para as operações em Cabo Delgado” diz o CDD, indicando que, agora, é responsabilidade do Governo de Daniel Chapo,  evitar que esta suposta dívida seja um fardo para esta e próximas gerações de moçambicanos.


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